segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vasco da Gama - Vasco da Gama


Não,não vou começar a falar de futebol por aqui,muito menos de heróis navegadores da antiguidade,o negócio aqui continua sendo Metal,e de vez em quando Rock.

Sempre gostei de Metal cantando,em outros idiomas que não o inglês,e por ouvir várias coisa legais em português sempre fiquei curioso para saber como seria o estilo cantado com sotaque lusitano.No começo me decepcionei um pouco pois só achei bandas portuguesas que escolheram o inglês como idioma(algumas bem legais por sinal),até que após um tempo consegui esse "descobrimento"

Na primeira audição confesso que não conseguia parar de rir,com o sotaque diferente,mas depois percebi que estava diante de uma banda muito legal,que infelizmente só lançou esse play,que data de 1983.

O som vai bem na linha do Metalzão tradicional com pitadas de Hard aqui e ali,mas o que deixa o som mais legal mesmo é o sotaque lusitano,que dá o charme extra da coisa.

Infelizemte a produção não é lá essas coisas,e por conta disso fica meio complicado entender algumas partes das letras,porém temos no play músicas de grande qualidade como Varinice,Avé Rei do Mal e Morte,mas o grande destaque vai mesmo pra faixa que leva o nome da banda,é quase impossível ficar sem cantar junto.

Esse é um daqueles plays para se ouvir sem preconceitos,e mesmo que seja só por curiosidade vale uma escutada,numa dessas você acaba também achando caminho para as Indias.

E pra não perder a piada,é um álbum que vai agradar também aos flamenguistas,botafoguenses,tricolores...digamos que eles só não usariam uma camiseta da banda,hehehe.


1983


Tô Andrade-Baixo

Carlos Jorge Miguel-guitarras

Gil Marujo-Bateria

Luíz Sanche-Vocais


1-Avé Rei do Mal

2-Confusão ou Ilusão

3-Varinaice

4-Lendas e Mitos

5-Feijão Verde

6-Rock'N Rosseau

7-Vasco da Gama

8-Morte

King Diamond - The Graveyard


Já ouvi muita gente dizer que parou de escutar King Diamond,depois do The Eye,ou ainda depois do Conspiracy,bem não sabem eles o que estão perdendo já que pelo menos para mim uma das melhores fases da banda foi durante os anos 90,tendo lançado 3 álbuns maravilhosos The House Of God,Voodoo e The Graveyard,inclusive esse é o que vou comentar agora,provavelmente no futuro falarei dos outros dois.

O álbum em questão foi gravado em um estúdio em Dallas no Texas e teve a fenomenal produção do próprio King Diamond, Tim Kimsley & Andy La Rocque,inclusive a produção é um dos pontos a favor do disco.

Como todo disco do mestre Diamond esse aqui tem suas letras baseadas em histórias de terror,esse é um dos muitos conceituais da banda(acho que somente Spiders Lullabye não é totalmente conceitual)e na minha opinião tem a história mais legal de todos eles.Uma história envolvendo vingança,desespero,terror psicológico,enfim muito boa mesmo.

Na parte musical o que se vê é a mesma qualidade que a banda sempre teve,talvez dessa vez com um "q" a mais de inspiração e peso,além é lógico dos climas que só King Diamond e seus falsetes conseguem criar.Fica até difícil falar individualmente das faixas,já que o legal é ouvir o disco inteiro do começo ao fim e ainda com o encarte na mão pra seguir as letras,mas os grandes destaques ficam pra rápida Meet Me At Midnight e para a aterrorizante Digging Graves.

Esse é sem dúvida um clássico não só da banda como do metal em geral,merece sem dúvida umas 5000 audições pelo menos.


30 Setembro de 1996


King Diamond-vocais e teclados

Andy La Rocque-Guitarras

Herb Simonsen-Guitarras

Chris Estes-Baixo

Darrin Anthony-Bateria


1-The Graveyard

2-Black Hill Sanitarium

3-Waiting

4-Heads On The Wall

5-Whispers

6-I'm Not A Stranger

7-Digging Graves

8-Meet Me At Midnight

9-Sleep Tight Little Baby

10-Daddy

11-Trick Or Treat

12-Up From The Grave

13-I Am

14-Lucy Forever

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Rush- Caress of Steel


Bem pra não dizer que eu sou um cara radical,vou falar hoje de uma banda que não é de Metal,mas que é uma das minhas favoritas o grande Rush.

Faz um tempão que eu tenho o Caress of Steel,mas confesso que ele sempre fico meio esquecido na minha coleção de discos,sempre que ouvia Rush preferia ouvir outros álbuns,nunca notei porque fazia isso,mas acabei percebendo que foi um grande erro.

Depois de assistir ao show do Rush aqui em São Paulo,me dei conta que eles não tocaram nenhuma música de dois discos o Hold Your Fire e o Caress Of Steel,depois disso resolvi tirar o pó do discão e ver se ele era ruim ou não.

Bem ficar falando do talento individual dos caras da banda é bobeira,então vamos pular essa parte.Nesse play o Rush ainda tinha bastante traços do começo da carreira(esse é o terceiro disco da banda)onde tocavam um rock and roll mais pesado,quase um hard rock,mas aqui já começam a se utilizar bastante de elementos progressivos,principalmente na última faixa do disco que ocupava um lado inteiro do vinil.

O disco começa com a cacetada Bastile Day,uma das músicas mais pesadas já compostas pelo trio,e segue muito bem com a divertida I Think I´m Going Bald,que tem uma levada bem rock and roll.Lakeside Park é uma baladona no estilo Rush,e na sequência começa a parte progressiva do play com The Necromancer e para finalizar a longa variada e bem legal Fontain of Lamneth.

Mesmo se você curti um som mais pesado acho que vai acabar gostando desse disco,e bem que a banda podia incluir uma musiquinha dele nos shows....


1975


Geddy Lee-Vocal,Baixo e Teclados

Alex Lifeson-Guitarras

Neil Peart-Bateria


1-Bastille Day

2-I Think I´m Going Bald

3-Lakeside Park

4-The Necromancer

I-Into Darkness

II-Under The Shadows

III-Return Of The Prince

5-Fountain of Lamneth

I-In The Valley

II-Didacts and Narpets

III-No One At The Bridge

IV-Panacea

V-Bacchus Plateau

VI-The Fountain

Ponce Pilate - Les Enfants Du Cimetière


Quem inventou essa baboseira que o heavy metal tem que ser cantado em inglês?E quem disse que tem que se entender tudo o que é cantado pra entender a música?Isso tudo é um preconceito sem tamanho,eu não entendo uma única palavra em françês e curto pra caramba esse play aqui.

É vai ser um pouco difícil você achar esse disco por aí,ele foi lançado na França em 1980,de forma independente somente em vinil e infelizmente nunca foi relançado.O pior de tudo é que só sairam 500 cópias,e a única vez que vi um deles a venda foi no Ebay francês por um precinho camarada de 500 euros,bem fora do meu orçamento,hehe.

Vamos à música...É difícil tentar dizer como soa o Ponce Pilate,pra começar a banda é apenas uma dupla,o idioma aqui é o francês,o que de certa forma já diferencia o som.O que dá pra dizer é que,quem um curte um som na linha NWOBHM não vai se decepcionar,já que dá pra encontrar vários elementos de bandas como Iron Maiden,Diamond Head,Def Leppard... no som dos franceses.

O álbum começa com uma intro meio estranha,diria até dispensável,mas depois a coisa anima com a maravilhosa imagine(nada a ver com John Lennon),que mesmo sem eu entender nada dá vontade de sair cantando,depois temos duas faixas em que a banda mostra ter bastante identidade,já que elas fogem bastante dos clichês normais do metal; Violence Et Faits Divers e Les Cloches De L'Enfer devem ser apreciadas sem preconceitos.

A introdução de La Vierge De Fer lembra muito Running Free do Iron Maiden,e essa acaba sendo um dos grandes destaques do disco,junto com a já citada Imagine e a faixa que fecha o álbum de maneira maravilhosa; Les Anges De Balthazar,nessa quando estou com umas brejas na cabeça até arrisco cantar o refrão.

É um álbum,que vai cair bem no gosto de quem ouve um metalzão tradicional,tem um bom vocalista,grandes solos com influência de rock progressivo(não confundir com prog metal) e algumas vezes até um pianinho pra dar um tempero.Merece uma audição sem duvida.

Depois vou falar um pouco mais de metal francês que é muito legal,porém pouco divulgado fora da terra da "Cidade Luz",e já como isso aqui é muito difícil de encontrar,quem estiver a fim de ouvir me dá um toque que dou um jeito de passar os mp3


1980


Yann Parpeix-Vocal,Guitarra,Teclados e Bateria

Christian Dussuchal-Baixo


1-Prologue

2-Imagine

3-Violence Et Faits Divers

4-Les Cloches De L'Enfer

5-Laetitia

6-La Vierge De Fer

7-Ponce Pilate

8-Isthar Vandemm Et Gosthal

9-Morphine Queen

10-Les Anges De Balthazar

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Anvil - Metal on Metal


Se existisse no mundo um selo de qualidade para discos de Metal,esse teria que ocupar pelo menos a metade da capa desse álbum,porque isso aqui é muito bom,é um disco simplesmente perfeito.

Bem vamos lá,o Anvil é talvez a banda mais injustiçada de toda a história do Heavy Metal,os caras são bons demais,mas infelizmente pouca gente ouve o som dos caras,não sei talvez porque sejam canadenses,talvez por não serem tão habilidosos assim com os instrumentos,talvez por serem feios,bem sei lá seja qual for o motivo não dá pra entender como alguém curte metal e nunca ouviu Anvil.

Esse álbum aqui é um dos mais bem sucedidos da banda,o meu favorito por sinal,mas bem sucedido no caso do Anvil não significa ter vendido milhões.

Tudo aqui é muito bom,esse álbum tem o que todo disco de Metal deveria ter,guitarras rasgadas,bateria monstruosa(porra como toca o nosso amigo Robb Reiner,um dos melhores do Metal sem dúvida),baixo pesadão,vocal sem frescura,letras sacanas,malícia,produção legal,som pesado,músicos muito feios.Se você estiver procurando algum tipo de frescura é melhor passar longe,não vai achar aqui.

O álbum começa com um dos maiores hinos do Heavy Metal,a faixa Metal on Metal que tem um riff de guitarra que deveria ser protegido pelo patrimônio histórico,e já emenda na paulada Mothra.Nem a baladona Stop Me,que vem em seguida,cantada pelo guitarrista Dave Allison deixa a peteca cair.

Durante a instrumental March Of The Crabs é simplesmente impossível ficar com a cabeça imóvel,e essa sensação se segue até o encerramento apoteótico com a obra prima chamada 666,uma música que deveria ser ouvida por todos os bangers pelo menos uma vez por semana,só pra não esquecer como se faz a coisa.

Simplesmente não sei mais o que escrever,o jeito é ir escutar mais uma vez o grande Metal on Metal.


1982


Lips- Vocal e Guitarras

Dave Allison-Guitarras

Ian Dickson-Baixo

Robb Reiner-Bateria


1-Metal on Metal

2-Mothra

3-Stop Me

4-March of The Crabs

5-Jackhammer

6-Heat Sink

7-Tag Team

8-Scenery

9-Tease Me, Please Me

10-666

Exodus - Impact Is Imminent


Bem o Exodus é uma daquelas poucas bandas no mundo que nunca deram uma pisada de bola,mesmo mudando de formação todos os álbuns da banda são no mínimo muito bons,porém esse aqui por algum motivo é meio esquecido pelos fãs e também pela banda,mas o que temos aqui é um material de muita,muita qualidade.

Após o sucesso dos 3 primeiros álbuns o Exodus acabou tendo uma perda grande para esse play,a do baterista Tom Hunting,que durante as gravações de Impact Is Imminent acabou descobrindo um problema cardíaco que o afastou das gravações e palcos por um tempo,porém ele foi aqui muito bem substituído por John Tempesta que era Roadie do Anthrax na época.

Em termos de som,o álbum lembra muito bem a sonoridade do antecessor Fabulous Desaster,porém talvez mais rápido e pesado.Temos aqui grandes músicas como a faixa título,ou Changing of The Guard e Thrash Under Pressure que fecha o play em grande estilo,e que poderiam ser lembradas pela banda nos shows ao vivo.

Esse era o primeiro álbum do Exodus por uma grande gravadora a Capitol,o que acabou sendo um tiro no pé,já que a gravadora não gostou do peso excessivo do disco,e acabou deixando a banda na "geladeira",atrapalhando assim muito a divulgação dessa obra prima.

Não sei se esse play foi lançado no Brasil,infelizmente nunca vi uma versão nacional dele,mas bem que alguma gravadora poderia soltar a bolacha por aqui,já que é sem dúvida nenhuma um dos melhores álbuns de Thrash Metal da história.


21 Junho de 1990


Steve "Zetro" Souza-Vocal

Gary Holt-Guitarras

Rick Hunolt -Guitarras

Rob McKillop-Baixo

John Tempesta-Bateria


1-Intro / Impact Is Imminent

2-A.W.O.L.

3-The Lunatic Parade

4-Within the Walls of Chaos

5-Objection Overruled

6-Only Death Decides

7-Heads They Win (Tails You Lose)

8-Changing of the Guard

9-Thrash Under Pressure

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Motörhead - Another Perfect Day


Tá bom esse play tem até uma coisa triste,foi a primeiro do grande Motorhead a ser gravado sem as guitarras de Fast Eddie Clarke,e tudo bem isso faz uma grande diferença,mas sei lá a vida continua e temos que ver o lado bom das coisas,a banda está na ativa até hoje e NUNCA deu sequer uma pisada na bola,estive tentando lembrar uma única música ruim do Motorhead e não achei nenhumazinha,pelo menos não até agora,mas vamos voltar ao tópico.

Muita gente ainda se contorce quando ouve falar em Another Perfect Day,tudo bem ele não é dos trabalhos mais pesados da banda,mas aqui não tem porcaria não,muito pelo contrário,duvido você ouvir Shine,Rock It ou Back At the funny Farm sem abrir pelo menos um sorriso no rosto,sem balançar a cabeça,sem bater o pé no chão,é simplesmente impossível(se você curte o som da banda lógico)

Lemmy e compania tentaram colocar algumas coisas mais "melódicas" aqui como é o caso de One Track Mind ou Dancing On Your Grave(que inspirou o nome do Sepultura),e pra desespero dos radicais,acertaram a mão pois essas faixas são simplesmente maravilhosas,mesmo sem a velocidade máxima que caracterizava a banda até então.

A estréia de Brian Robertson nas guitarras também não deixa nada a desejar,já que ele conseguiu colocar sua personalidade no som da banda sem descaracterizar-la em momento algum,embora realmente não seja o grande Fast Eddie Clarke.

Vamos fazer o seguinte,deixa de frescura e se você curte a banda vai ouvir esse álbum,que não vai se arrepender,afinal de contas não inventaram nada no mundo melhor pra ouvir enquanto toma uma gelada,ou dá uns amassos na patroa(ou patrão sei lá,hehe)do que o Motorhead,ou inventaram????


4 De Junho de 1983


Lemmy Kilmister(GOD)-Baixo e vocal

Brian Robertson-Guitarra

Philthy"Animal" Taylor-Bateria


1-Back At The Funny Farm

2-Shine

3-Dancing On Your Grave

4-Rock It

5-One Track Mind

6-Another Perfect Day

7-Marching Off To War

8- I Got Mine

9-Tales Of Glory

10-Die You Bastard