segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Vasco da Gama - Vasco da Gama


Não,não vou começar a falar de futebol por aqui,muito menos de heróis navegadores da antiguidade,o negócio aqui continua sendo Metal,e de vez em quando Rock.

Sempre gostei de Metal cantando,em outros idiomas que não o inglês,e por ouvir várias coisa legais em português sempre fiquei curioso para saber como seria o estilo cantado com sotaque lusitano.No começo me decepcionei um pouco pois só achei bandas portuguesas que escolheram o inglês como idioma(algumas bem legais por sinal),até que após um tempo consegui esse "descobrimento"

Na primeira audição confesso que não conseguia parar de rir,com o sotaque diferente,mas depois percebi que estava diante de uma banda muito legal,que infelizmente só lançou esse play,que data de 1983.

O som vai bem na linha do Metalzão tradicional com pitadas de Hard aqui e ali,mas o que deixa o som mais legal mesmo é o sotaque lusitano,que dá o charme extra da coisa.

Infelizemte a produção não é lá essas coisas,e por conta disso fica meio complicado entender algumas partes das letras,porém temos no play músicas de grande qualidade como Varinice,Avé Rei do Mal e Morte,mas o grande destaque vai mesmo pra faixa que leva o nome da banda,é quase impossível ficar sem cantar junto.

Esse é um daqueles plays para se ouvir sem preconceitos,e mesmo que seja só por curiosidade vale uma escutada,numa dessas você acaba também achando caminho para as Indias.

E pra não perder a piada,é um álbum que vai agradar também aos flamenguistas,botafoguenses,tricolores...digamos que eles só não usariam uma camiseta da banda,hehehe.


1983


Tô Andrade-Baixo

Carlos Jorge Miguel-guitarras

Gil Marujo-Bateria

Luíz Sanche-Vocais


1-Avé Rei do Mal

2-Confusão ou Ilusão

3-Varinaice

4-Lendas e Mitos

5-Feijão Verde

6-Rock'N Rosseau

7-Vasco da Gama

8-Morte

King Diamond - The Graveyard


Já ouvi muita gente dizer que parou de escutar King Diamond,depois do The Eye,ou ainda depois do Conspiracy,bem não sabem eles o que estão perdendo já que pelo menos para mim uma das melhores fases da banda foi durante os anos 90,tendo lançado 3 álbuns maravilhosos The House Of God,Voodoo e The Graveyard,inclusive esse é o que vou comentar agora,provavelmente no futuro falarei dos outros dois.

O álbum em questão foi gravado em um estúdio em Dallas no Texas e teve a fenomenal produção do próprio King Diamond, Tim Kimsley & Andy La Rocque,inclusive a produção é um dos pontos a favor do disco.

Como todo disco do mestre Diamond esse aqui tem suas letras baseadas em histórias de terror,esse é um dos muitos conceituais da banda(acho que somente Spiders Lullabye não é totalmente conceitual)e na minha opinião tem a história mais legal de todos eles.Uma história envolvendo vingança,desespero,terror psicológico,enfim muito boa mesmo.

Na parte musical o que se vê é a mesma qualidade que a banda sempre teve,talvez dessa vez com um "q" a mais de inspiração e peso,além é lógico dos climas que só King Diamond e seus falsetes conseguem criar.Fica até difícil falar individualmente das faixas,já que o legal é ouvir o disco inteiro do começo ao fim e ainda com o encarte na mão pra seguir as letras,mas os grandes destaques ficam pra rápida Meet Me At Midnight e para a aterrorizante Digging Graves.

Esse é sem dúvida um clássico não só da banda como do metal em geral,merece sem dúvida umas 5000 audições pelo menos.


30 Setembro de 1996


King Diamond-vocais e teclados

Andy La Rocque-Guitarras

Herb Simonsen-Guitarras

Chris Estes-Baixo

Darrin Anthony-Bateria


1-The Graveyard

2-Black Hill Sanitarium

3-Waiting

4-Heads On The Wall

5-Whispers

6-I'm Not A Stranger

7-Digging Graves

8-Meet Me At Midnight

9-Sleep Tight Little Baby

10-Daddy

11-Trick Or Treat

12-Up From The Grave

13-I Am

14-Lucy Forever

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Rush- Caress of Steel


Bem pra não dizer que eu sou um cara radical,vou falar hoje de uma banda que não é de Metal,mas que é uma das minhas favoritas o grande Rush.

Faz um tempão que eu tenho o Caress of Steel,mas confesso que ele sempre fico meio esquecido na minha coleção de discos,sempre que ouvia Rush preferia ouvir outros álbuns,nunca notei porque fazia isso,mas acabei percebendo que foi um grande erro.

Depois de assistir ao show do Rush aqui em São Paulo,me dei conta que eles não tocaram nenhuma música de dois discos o Hold Your Fire e o Caress Of Steel,depois disso resolvi tirar o pó do discão e ver se ele era ruim ou não.

Bem ficar falando do talento individual dos caras da banda é bobeira,então vamos pular essa parte.Nesse play o Rush ainda tinha bastante traços do começo da carreira(esse é o terceiro disco da banda)onde tocavam um rock and roll mais pesado,quase um hard rock,mas aqui já começam a se utilizar bastante de elementos progressivos,principalmente na última faixa do disco que ocupava um lado inteiro do vinil.

O disco começa com a cacetada Bastile Day,uma das músicas mais pesadas já compostas pelo trio,e segue muito bem com a divertida I Think I´m Going Bald,que tem uma levada bem rock and roll.Lakeside Park é uma baladona no estilo Rush,e na sequência começa a parte progressiva do play com The Necromancer e para finalizar a longa variada e bem legal Fontain of Lamneth.

Mesmo se você curti um som mais pesado acho que vai acabar gostando desse disco,e bem que a banda podia incluir uma musiquinha dele nos shows....


1975


Geddy Lee-Vocal,Baixo e Teclados

Alex Lifeson-Guitarras

Neil Peart-Bateria


1-Bastille Day

2-I Think I´m Going Bald

3-Lakeside Park

4-The Necromancer

I-Into Darkness

II-Under The Shadows

III-Return Of The Prince

5-Fountain of Lamneth

I-In The Valley

II-Didacts and Narpets

III-No One At The Bridge

IV-Panacea

V-Bacchus Plateau

VI-The Fountain

Ponce Pilate - Les Enfants Du Cimetière


Quem inventou essa baboseira que o heavy metal tem que ser cantado em inglês?E quem disse que tem que se entender tudo o que é cantado pra entender a música?Isso tudo é um preconceito sem tamanho,eu não entendo uma única palavra em françês e curto pra caramba esse play aqui.

É vai ser um pouco difícil você achar esse disco por aí,ele foi lançado na França em 1980,de forma independente somente em vinil e infelizmente nunca foi relançado.O pior de tudo é que só sairam 500 cópias,e a única vez que vi um deles a venda foi no Ebay francês por um precinho camarada de 500 euros,bem fora do meu orçamento,hehe.

Vamos à música...É difícil tentar dizer como soa o Ponce Pilate,pra começar a banda é apenas uma dupla,o idioma aqui é o francês,o que de certa forma já diferencia o som.O que dá pra dizer é que,quem um curte um som na linha NWOBHM não vai se decepcionar,já que dá pra encontrar vários elementos de bandas como Iron Maiden,Diamond Head,Def Leppard... no som dos franceses.

O álbum começa com uma intro meio estranha,diria até dispensável,mas depois a coisa anima com a maravilhosa imagine(nada a ver com John Lennon),que mesmo sem eu entender nada dá vontade de sair cantando,depois temos duas faixas em que a banda mostra ter bastante identidade,já que elas fogem bastante dos clichês normais do metal; Violence Et Faits Divers e Les Cloches De L'Enfer devem ser apreciadas sem preconceitos.

A introdução de La Vierge De Fer lembra muito Running Free do Iron Maiden,e essa acaba sendo um dos grandes destaques do disco,junto com a já citada Imagine e a faixa que fecha o álbum de maneira maravilhosa; Les Anges De Balthazar,nessa quando estou com umas brejas na cabeça até arrisco cantar o refrão.

É um álbum,que vai cair bem no gosto de quem ouve um metalzão tradicional,tem um bom vocalista,grandes solos com influência de rock progressivo(não confundir com prog metal) e algumas vezes até um pianinho pra dar um tempero.Merece uma audição sem duvida.

Depois vou falar um pouco mais de metal francês que é muito legal,porém pouco divulgado fora da terra da "Cidade Luz",e já como isso aqui é muito difícil de encontrar,quem estiver a fim de ouvir me dá um toque que dou um jeito de passar os mp3


1980


Yann Parpeix-Vocal,Guitarra,Teclados e Bateria

Christian Dussuchal-Baixo


1-Prologue

2-Imagine

3-Violence Et Faits Divers

4-Les Cloches De L'Enfer

5-Laetitia

6-La Vierge De Fer

7-Ponce Pilate

8-Isthar Vandemm Et Gosthal

9-Morphine Queen

10-Les Anges De Balthazar

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Anvil - Metal on Metal


Se existisse no mundo um selo de qualidade para discos de Metal,esse teria que ocupar pelo menos a metade da capa desse álbum,porque isso aqui é muito bom,é um disco simplesmente perfeito.

Bem vamos lá,o Anvil é talvez a banda mais injustiçada de toda a história do Heavy Metal,os caras são bons demais,mas infelizmente pouca gente ouve o som dos caras,não sei talvez porque sejam canadenses,talvez por não serem tão habilidosos assim com os instrumentos,talvez por serem feios,bem sei lá seja qual for o motivo não dá pra entender como alguém curte metal e nunca ouviu Anvil.

Esse álbum aqui é um dos mais bem sucedidos da banda,o meu favorito por sinal,mas bem sucedido no caso do Anvil não significa ter vendido milhões.

Tudo aqui é muito bom,esse álbum tem o que todo disco de Metal deveria ter,guitarras rasgadas,bateria monstruosa(porra como toca o nosso amigo Robb Reiner,um dos melhores do Metal sem dúvida),baixo pesadão,vocal sem frescura,letras sacanas,malícia,produção legal,som pesado,músicos muito feios.Se você estiver procurando algum tipo de frescura é melhor passar longe,não vai achar aqui.

O álbum começa com um dos maiores hinos do Heavy Metal,a faixa Metal on Metal que tem um riff de guitarra que deveria ser protegido pelo patrimônio histórico,e já emenda na paulada Mothra.Nem a baladona Stop Me,que vem em seguida,cantada pelo guitarrista Dave Allison deixa a peteca cair.

Durante a instrumental March Of The Crabs é simplesmente impossível ficar com a cabeça imóvel,e essa sensação se segue até o encerramento apoteótico com a obra prima chamada 666,uma música que deveria ser ouvida por todos os bangers pelo menos uma vez por semana,só pra não esquecer como se faz a coisa.

Simplesmente não sei mais o que escrever,o jeito é ir escutar mais uma vez o grande Metal on Metal.


1982


Lips- Vocal e Guitarras

Dave Allison-Guitarras

Ian Dickson-Baixo

Robb Reiner-Bateria


1-Metal on Metal

2-Mothra

3-Stop Me

4-March of The Crabs

5-Jackhammer

6-Heat Sink

7-Tag Team

8-Scenery

9-Tease Me, Please Me

10-666

Exodus - Impact Is Imminent


Bem o Exodus é uma daquelas poucas bandas no mundo que nunca deram uma pisada de bola,mesmo mudando de formação todos os álbuns da banda são no mínimo muito bons,porém esse aqui por algum motivo é meio esquecido pelos fãs e também pela banda,mas o que temos aqui é um material de muita,muita qualidade.

Após o sucesso dos 3 primeiros álbuns o Exodus acabou tendo uma perda grande para esse play,a do baterista Tom Hunting,que durante as gravações de Impact Is Imminent acabou descobrindo um problema cardíaco que o afastou das gravações e palcos por um tempo,porém ele foi aqui muito bem substituído por John Tempesta que era Roadie do Anthrax na época.

Em termos de som,o álbum lembra muito bem a sonoridade do antecessor Fabulous Desaster,porém talvez mais rápido e pesado.Temos aqui grandes músicas como a faixa título,ou Changing of The Guard e Thrash Under Pressure que fecha o play em grande estilo,e que poderiam ser lembradas pela banda nos shows ao vivo.

Esse era o primeiro álbum do Exodus por uma grande gravadora a Capitol,o que acabou sendo um tiro no pé,já que a gravadora não gostou do peso excessivo do disco,e acabou deixando a banda na "geladeira",atrapalhando assim muito a divulgação dessa obra prima.

Não sei se esse play foi lançado no Brasil,infelizmente nunca vi uma versão nacional dele,mas bem que alguma gravadora poderia soltar a bolacha por aqui,já que é sem dúvida nenhuma um dos melhores álbuns de Thrash Metal da história.


21 Junho de 1990


Steve "Zetro" Souza-Vocal

Gary Holt-Guitarras

Rick Hunolt -Guitarras

Rob McKillop-Baixo

John Tempesta-Bateria


1-Intro / Impact Is Imminent

2-A.W.O.L.

3-The Lunatic Parade

4-Within the Walls of Chaos

5-Objection Overruled

6-Only Death Decides

7-Heads They Win (Tails You Lose)

8-Changing of the Guard

9-Thrash Under Pressure

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Motörhead - Another Perfect Day


Tá bom esse play tem até uma coisa triste,foi a primeiro do grande Motorhead a ser gravado sem as guitarras de Fast Eddie Clarke,e tudo bem isso faz uma grande diferença,mas sei lá a vida continua e temos que ver o lado bom das coisas,a banda está na ativa até hoje e NUNCA deu sequer uma pisada na bola,estive tentando lembrar uma única música ruim do Motorhead e não achei nenhumazinha,pelo menos não até agora,mas vamos voltar ao tópico.

Muita gente ainda se contorce quando ouve falar em Another Perfect Day,tudo bem ele não é dos trabalhos mais pesados da banda,mas aqui não tem porcaria não,muito pelo contrário,duvido você ouvir Shine,Rock It ou Back At the funny Farm sem abrir pelo menos um sorriso no rosto,sem balançar a cabeça,sem bater o pé no chão,é simplesmente impossível(se você curte o som da banda lógico)

Lemmy e compania tentaram colocar algumas coisas mais "melódicas" aqui como é o caso de One Track Mind ou Dancing On Your Grave(que inspirou o nome do Sepultura),e pra desespero dos radicais,acertaram a mão pois essas faixas são simplesmente maravilhosas,mesmo sem a velocidade máxima que caracterizava a banda até então.

A estréia de Brian Robertson nas guitarras também não deixa nada a desejar,já que ele conseguiu colocar sua personalidade no som da banda sem descaracterizar-la em momento algum,embora realmente não seja o grande Fast Eddie Clarke.

Vamos fazer o seguinte,deixa de frescura e se você curte a banda vai ouvir esse álbum,que não vai se arrepender,afinal de contas não inventaram nada no mundo melhor pra ouvir enquanto toma uma gelada,ou dá uns amassos na patroa(ou patrão sei lá,hehe)do que o Motorhead,ou inventaram????


4 De Junho de 1983


Lemmy Kilmister(GOD)-Baixo e vocal

Brian Robertson-Guitarra

Philthy"Animal" Taylor-Bateria


1-Back At The Funny Farm

2-Shine

3-Dancing On Your Grave

4-Rock It

5-One Track Mind

6-Another Perfect Day

7-Marching Off To War

8- I Got Mine

9-Tales Of Glory

10-Die You Bastard

AC/DC Flick of the Switch


Bem muitas vezes as bandas tem problemas durante a gravação de algum álbum,por isso talvez tentam fazer ele "desaparecer" é mais ou menos o caso aqui.Porra isso aqui é muito bom,difícil entender porque a banda não tocas as músicas dele nos shows mas tudo bem.

Phil Rudd gravou as todas as baterias em "Flick of the Switch" porém se desentendeu com o chefe do negócio,Malcolm Young e acabou saindo fora da banda após as gravações do mesmo,sendo substituído por Simon Wright,que chegou a tocar na banda do baixinho Dio.Só mesmo esse motivo pra explicar a não divulgação dessa obra prima.

O que temos aqui é um grande álbum de hard rock,a produção é bem crua lembrando muito os trabalhos dos anos 70(este foi lançado em 1983) do próprio AC/DC como Dirty Deeds Done Dirty Cheap ou Powerage,e a energia das músicas é impressionante,fica até difícil destacar uma,mas vale uma ouvida atenta na quase heavy Rising Power que abre o play,Landslide que lembra Nazareth em alguns momentos,ou na faixa título que tem mais um dos maravilhosos riffs que só Angus Young poderia criar.

A capa talvez pudesse ser um pouco melhorzinha,mas convenhamos o AC/DC não é a banda que tem as melhores capas do rock,no mais temos aqui tudo que os fãs gostam influência bluseira,safadesa nas letras e interpretações,malícia,bases geniais,riffs idem,músicas que não saem da cabeça... enfim nada de novo,mas quer saber?Assim que é bom!!!

Pra ligar no volume 10 e preparar a guitarra imaginária!


15 De Agosto de 1983


Angus Young-Guitarras

Malcolm Young-Guitarras

Brian Johnson-Vocais

Phil Rudd-Bateria

Cliff Williams-Baixo


1-Rising Power

2-This House Is on Fire


4-Landslide

5-Guns For Hire

6-Deep in the Hole

7-Bedlam in Belgium

8-Badlands

9-Brain Shake

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Stress-Stress


Puts se esse mundo fosse mais justo esse álbum teria vendido um milhão de cópias e todas as bandas do país diriam que sofreram influência dele,porém nem sempre as coisas tem o devido crédito,e esse disco merecia muito mais muito mais mesmo.Quem sabe algum dia teremos um ministro da cultura que reconheça isso,mas deixa pra lá vamos comentar o que se passa.

Talvez você deva estar pensando o porquê de tanto estardalhaço no parágrafo acima,vou explicar de uma forma clara,esse é o primeiro disco de Heavy Metal de uma banda brasileira,só isso já merece,muito,mas muito crédito mesmo.

Todo mundo que hoje tem uma banda aqui sabe como é foda compor,ensaiar,tocar,divulgar...isso porque estamos em 2008 agora imagina a situação em 1881 e ainda por cima em Belém do Pará no nosso tão lindo e esquecido norte do Brasil.Esses caras são heróis,acho que mereciam algum tipo de homenagem.

Vamos ao álbum,é lógico que não se podia esperar naquela época uma produção maravilhosa como temos hoje em dia,não existia sequer produtor que gravasse rock imagina um que soubesse lidar com o peso do metal!!!! De mala e cuia a banda saí de Belém até o Rio(isso renderia um bom livro) onde conseguiram um estúdio pra marcar história.

A abertura fica por conta da pesadíssima Sodoma e Gomorra,que muitos dizem até se tratar do primeiro som de Thrash Metal da história,e com certeza não devem estar enganados,é uma faixa daquelas que não deixa pedra sobre pedra.

O disco inteiro segue por essa linha pesada com músicas que são verdadeiros hinos metálicos como Stressencefalodrama,A Chacina(que a princípio teve a letra censurada e se chamaria Curra)O Lixo,cantada pelo batera André Chamon(outra com letra censurada) e Oráculo De Judas,que inclusive chegou a ser executada na época pela saudosa Rádio Fluminense do Rio(a Maldita).

Esse é um daqueles discos que todo Banger brasileiro deveria ter,ou pelo menos ouvir uma vez na vida,é religioso como uma visita a Meca pelos muçulmanos,uma visita a Roma pelos católicos ou assistir ao jogo do seu time do coração no estádio.

Aliás queria também parabenizar a gravadora Dies Irae que relançou esse clássico á alguns anos atrás em cd e vinil,com uma produção e encarte muito caprichados,item de primeira(hehehe não ganhei nada pra falar bem não viu.)

Vou até escutar ele mais uma vez agora mesmo.


Rosevelt Bala- Baixo e vocal

Pedro Lobão- Guitarra

André Chamon- Bateria

Leonardo Renda- Teclados


1 Sodoma e Gomorra

2 A Chacina

3 2031

4 Oráculo do Judas

5 Stressencefalodrama

6 O Viciado

7 Mate o Réu

8 O Lixo

domingo, 31 de agosto de 2008

Thin Lizzy - Renegade


Vamos lá,o Thin Lizzy é uma banda maravilhosa que infelizmente sempre teve mais sucesso lá fora do que aqui em nossoa país,exceção ao clássico The Boys Are Back in Town que até hoje toca bastante em nossas rádios voltadas para o Rock.

Esse álbum aqui com o perdão da palavra sempre foi meio renegado pelos fãs e pela própria banda,que pouco incluía suas músicas nos shows,e até pelas gravadoras já que não conheço nenhuma compilação com faixas desse disco.Agora fica a pergunta o álbum é ruim?É inferior aos outros lançamentos da banda?E minha resposta para as duas é simplesmente NÃO,e vou tentar explicar porquê.

Esse álbum foi gravado no começo dos anos 80 já com o Thin Lizzy não gozando d grande popularidade dos anos 70,outra coisa que talvéz contribua para que esse álbum não esteja entre os mais lembrados por todos,o que não deixa de ser grande injustiça.

O disco abre com uma das mais pesadas músicas da carreira do grande Thin Lizzy,Angel Of Death que realmente não deixa ninguém parado,talvéz o grande erro da banda foi ter colocado na sequancia uma faixa mais cadênciada Renegade,não que seja uma música ruim,mas dá uma baixada no pique,seria legal como a última,um grande encerramento sem dúvida.Falando ainda da música Renegade nela está o que é para mim um dos maiores riffs da história do Rock,simples e direto,a letra também vale uma conferida já que é acima dá média como são em geral todas as letras da banda.

A audição segue com as rockeiras Pressure Will Blow,Leave This Town e Hollywood,esse inclusive foi escolhida como single e tem um refrão difícil de esquecer.

Chegamos até No One Told Him,a melhor faixa do play e talvéz uma das melhores da carreira da banda,a interpretação de Phill Lynott nesse música chega mesmo a emocionar,não sei como algumas pessoas sempre o esquecem quando citam os maiores vocais da história,o cara cantava demais.Em Fats a próxima outro show de Lynott dessa vez no baixo,aliás nesse álbum ele realmente se superou no instrumento praticamente todas as faixas são uma aula de como usar as quatro cordas.

No final temos Mexican Blood com sua introdução de violão flamenco e it´s Getting Dangerous outra grande música,pena mesmo seja a duração do disco somente 41 minutos que passam como se fossem 5.Totalmente indicado pra todos que curtem boa música.


Novembro 1981


Phill Lynott- Baixo e vocal

Scott Gorham- Guitarra

Snowy White- Guitarra

Brian Downey-Bateria

Darren Wharton - Teclados


1 Angel Of Death

2 Renegade

3 Pressure Will Blow

4 Leave This Town

5 Hollywood(Down on Your Luck)

6 No One Told Him

7 Fats

8 Mexican Blood

9 It´s Getting Dangerous

sábado, 30 de agosto de 2008

Tygers of Pan Tang - Wild Cat


Putz isso é bom,mas muito bom de verdade.Desde a primeira vez que ouvi esse álbum,fiquei impressionado,como pode uma coisa dessas ficar sem ser ouvida?
Na verdade esse álbum é até bem conhecido entre os fãs da banda,o problema aqui é que pouca gente conhece a banda,sabe-se lá porque,mas é uma das injustiças do mundo da música.
Começando pela capa já dá pra ver que a coisa chama a atenção,a dita cuja com um tigre pronto para o ataque é bem legal,e mostra toda a tmosfera do play.
Esse álbum é indicadíssimo pra quem curte um metal clássico,sem firulas,sem frescura,é só botar pra tocar e sentir o sangue começar a ferver durante os primeiros acordes de Euthanasia com sua letra totalmente politicamente incorreta,se você não sentir o feeling aí já temos alguma coisa errada.Slave to Freedom segue na mesma linha e durante a execução sua cabeça já vai estar "bangeando" sozinha principalmente no maravilhoso solo de guitarra,se nada acontecer o caso é grave,muito grave mesmo.
A safada Don´t Touch Me There é a melhor música do álbum,talvéz uma das melhores da história do Metal ou dá música porque não,se durante essa música você não estiver "bangeando" como louco,tocando guitarra ou bateria imaginária,ou tendo vontade de sair cantando o refrão por aí,você deve procurar ouvir outros estilos de música porque o metal definitivamente não serve,e também duvido que você esqueça essa faixa antes de dois dias pelo menos.
E só de saber que o disco está só começando sempre me deixa com um sorriso no rosto porque ainda tem Money com um riff maravilhoso,Killers com uma levada rock and roll,firedown com uma linha de baixo bem legal e outro riff inspirado,Wild Catz que lembra muito Saxon antigo,Suzie Smiled com uma guitarra pesadona,vocais maliciosos e outra letra safada.Badger Badger e a mais longa e cavalgada Insanity encerram o álbum em grande estilo.
Putz escrevi bastante e na verdade me deu vontade de ouvir mais uma vez,acho que você que está lendo deveria fazer o mesmo.
E tem o pior que quase esqueço o nome do batera é muito engraçado,tem que ser muito cara de pau pra usar um nome artístico desses.
"Don't touch me, touch me there
Don't touch me, unless you really care"

23 agosto 1980

Robb Weir - Guitrra e vocal
Jess Cox - Vocal
Big Dick - Bateria
Rocky - Baixo

1- Euthanasia
2- Slave To Freedom
3- Don´t touch me There
4- Money
5- Killers
6- Firedown
7- Wild Catz
8- Suzie Smiled
9- Badger Badger
10- Insanity

domingo, 24 de agosto de 2008

Black Sabbath "Cross Purposes"


Muita gente se recusa a ouvir os álbuns do Black Sabbath com Tony Martim nos vocais,o que na verdade é puta erro já que em estúdio ele gravou grandes álbuns com a banda,pra mim o melhor deles é esse aqui.Tá certo que ao vivo é realmente outra história,mas mesmo assim ele até que se dava bem em algumas faixas.
Não sei realmente o porque esse álbum é um dos meus favoritos do Sabbath,talvéz seja porque assisti a um dos shows da tour naquele Monsters Of Rock de 1994,mas deve ser porque aqui tem sim grandes músicas.
Falar da genialidade De Tony Iommi é chover no molhado e aqui ela está presente em vários momentos como nas introduções de Cross Of Thorns,Immaculate Deception e Evil Eye,essa última inclusive me recorda de coisas que ele fez nos anos 70 na fase com Ozzy na banda.Mas não é só por aí que vai a genialidade do cara é só ouvir o solo de Dying for love pra saber que o cara tem acima de tudo muito feeling,mas isso todo mundo já sabe.
Nesse álbum temos também um show por parte de Geezer Butler o que também não é novidade nenhuma pra ninguém,pra conferir é só dar uma ouvida em Virtual Death,Immaculate Deception e novamente na bela balada Dying for Love.O que talvéz faz falta nesse play é a presença do gênio Cozy Powell,não que Bob Rondinelli seja um baterista ruim,mas a pegada de Cozy era realmente animal.
Tudo nesse álbum é muito bom mesmo desde a capa(uma das melhores do Black Sabbath),a produção,as letras,enfim tudo,e inclusive uma coisa que muitos esquecem em se tratando da banda os teclados que nesse álbum,estão bem presentes e geniais como sempre.
Nada que o Black Sabbath tenha lançado é ruim,porém infelizmente muito pouca gente ouve os álbuns sem Dio,Ozzy ou Gillan,uma pena realmente,mas é sempre tempo de começar e porque não começar por esse?
1994
Tony Martim-vocais
Tony Iommi-Guitarras
Geezer Butler-Baixo
Bob Rondinelli-Bateria
Geoff Nicholls-Teclados

1 I Witness
2 Cross of Thorns
3 Psychophobia
4 Virtual Death
5 Immaculate Deception
6 Dying for Love
7 Back To Eden
8 The Hand That Rocks The Cradle
9 Cardinal sin
10 Evil Eye

sábado, 23 de agosto de 2008

Ozzy Osbourne - No Rest for the Wicked


Bem esse aqui é o clássico exemplo de um álbum que foi "abandonado" pelo artista,já que os fãs realmente gostam de bastante coisa contida nele.
Vou começar dizendo que esse play não é o meu favorito do Ozzy,e nem podia ser ao contrário pra quem já gravou um Blizzard of Ozz um Diary of a Madman,ou ainda um Ultimate Sin,mas é sim um disco bem legal que vale a pena ser ouvido por quem não conhece.
No Rest for Wicked foi lançado após a tour do álbum Ultimate Sin,em que o Madman dizia ser a última de sua carreira(???!!!!),e trazia uma banda diferente,com um jovem guitarrista chamado Zakk Wylde,que hoje é com justiça um dos melhores guitarristas de Metal em atividade.
Bem o álbum começa com Zakk já mostrando a que veio com um riff maravilhoso para introdução de Miracle Man e a pegada cheia de vibratos que logo se tornariam sua marca registrada em Crazy Babes.
O disco traz belas músicas como Break All The Rules,Tattoed Dancer e a quase balada Fire In The Sky(Aliás esse talvez seja o único álbum do Ozzy que não tem uma balada de verdade),mas realmente a música que se destaca é Bloodbath in Paradise,que começa com uma intro que chega a lembrar os tempos do Diary Of A Madmen, segue com uma interpretação maravilhosa de Zakk e Ozzy.
Agora que o Madman demonstra estar em boa forma podia muito bem incluir essa Bloodbath in Paradise no set da próxima tour,deixaria bastante gente contente e na pior das hipóteses iria alavancar novamente as vendas desse belo álbum.Pena mesmo ele esquecer totalmente do No Rest For Wicked nas últimas tours,acho que merecia uma nova chance.
Uma nota a versão em vinil e algumas versões em cd não contém a faixa Hero que era um bônus e foi incluída nas últimas prensagens lançadas.

Ozzy Osbourne-Vocais
Zakk Wylde-Guitarras
Bob Daisley-Baixo
Randy Castillo-Bateria
John Sinclair-Teclados


1.Miracle Man
2.Devil's Daughter
3.Crazy Babies
4.Breaking All the Rules
5.Bloodbath in Paradise
6.Fire in the Sky
7.Tattooed Dancer
8.Demon Alcohol
9.Hero




segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sepultura-Nation

Bem pra começar vou escrever um pouco sobre esse álbum que pra mim é um dos mais injustiçados da história do metal,infelizmente conheço muita pouca gente que escutou esse play inteiro,e desse poucos,menos ainda gostaram ???!!!!
Durante a gravação de Nation o Sepultura realmente encontrava-se num momento não muito bom da carreira,problemas com a gravadora,radicalismo dos fãs,abandono da mídia não especializada entre outras coisas.
Esse é o segundo álbum que conta com a participação do vocalista Derrick Greene,e o primeiro que ele gravou sem a sombra de Max Cavalera.
A temática do álbum que é conceitual,é uma das partes mais interessantes do trabalho contando a história do surgimento de uma nação,em meio a revoltas do povo,corrupção,mas acima de tudo esperança(será que conheço essa história?).Realmente vale a pena perder um tempo no encarte lendo todas elas.
O início de Nation é fenomenal com a abertura a cargo de Sepulnation,pra mim a melhor música do Sepultura com Derrick nos vocais,que tem um riff que chega a lembra Hammer Smashed Face do grande Cannibal Corpse,e segue com uma pedrada chamada Revolt com menos de 1 minuto de duração.Na sequência a cadenciada Border Wars abre caminho para One Man Army que até hoje não entendo como não virou um clássico absoluto.
O álbum segue com Derrick mostrando todo seu talento vocal em faixas como Uma Cura,Who Must Die e outra pérola chamada Tribe To a Nation,tendo ao fundo a já conhecida competência de Igor Cavalera e a grande criatividade de Andreas Kisser.
No final uma grande surpresa com a faixa instrumental Valtio interpretada com a participação especial da banda Apocalyptica,fechando o play em grande estilo.
Na versão nacional ainda temos alguns bônus incluindo a versão maravilhosa do clássico Bella Lugosi´s Dead do Bauhaus.
Enfim um álbum que precisa ser ouvido,um verdaddeiro injustiçado.Graças a Nation passei a perceber a força que a mídia tem também sobre os fãs de Heavy Metal,já que esse álbum foi mal divulgado,sem videoclipes,sem a participação da banda em grandes festivais,e principalmente sem apoio da gravadora.Mas isso não é uma desculpa pra não ouvir não é mesmo????

Nation-Roadrunner Records 20 março de 2001

Derrick Green-Vocais
Andreas Kisser-Guitarra
Paulo Jr.-Baixo
Igor Cavalera-Bateria


1 Sepulnation
2 Revolt
3 Border Wars
4 One Man Army
5 Vox Populi
6 The Ways of Faith
7 Uma Cura
8 Who Must Die?
9 Saga
10 Tribe To a Nation
11 Politricks
12 Human Cause
13 Reject
14 Water
15 Valtion

Pra que serve??

Bem vou começar escrevendo,pra que serve esse espaço:
Por muito tempo tenho notado que alguns álbuns do metal e do rock são "injustiçados" hora pelos fãs ora pelas próprias bandas.Sempre me pergunto coisas como:
Porra porque a banda x não toca nada daquele álbum que eu tanto curto?
ou ainda:
Aquele cara diz que é fã da banda y mas porque ele não gosta daquele álbum que eu acho melhor que um dos "mais vendidos",será que ele já ouviu?
Muitas vezes os álbuns são abandonados pelas bandas ou fãs fazendo com que coisas maravilhosas,sejam esquecidas no limbo,e escutadas por muito pouca gente,com esse espaço aqui vou tentar dar uma arrumada nesse erro.
Se uma pessoa ler minhas resenhas,já estou feliz,se resolver escutar o álbum,melhor ainda e se admitir que ele é injustiçado,aí dá até pra comemorar.
Qualquer sugestão,crítica(consturtiva ou destrutiva),recado,cobrança,xingamento,desabafo,propaganda,cantada,proposta de casamento,piada,correção,ameaça... tudo será lido e talvéz respondido.
Obrigado por perderem um pouco do seu tempo aqui......