segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Anvil - Metal on Metal


Se existisse no mundo um selo de qualidade para discos de Metal,esse teria que ocupar pelo menos a metade da capa desse álbum,porque isso aqui é muito bom,é um disco simplesmente perfeito.

Bem vamos lá,o Anvil é talvez a banda mais injustiçada de toda a história do Heavy Metal,os caras são bons demais,mas infelizmente pouca gente ouve o som dos caras,não sei talvez porque sejam canadenses,talvez por não serem tão habilidosos assim com os instrumentos,talvez por serem feios,bem sei lá seja qual for o motivo não dá pra entender como alguém curte metal e nunca ouviu Anvil.

Esse álbum aqui é um dos mais bem sucedidos da banda,o meu favorito por sinal,mas bem sucedido no caso do Anvil não significa ter vendido milhões.

Tudo aqui é muito bom,esse álbum tem o que todo disco de Metal deveria ter,guitarras rasgadas,bateria monstruosa(porra como toca o nosso amigo Robb Reiner,um dos melhores do Metal sem dúvida),baixo pesadão,vocal sem frescura,letras sacanas,malícia,produção legal,som pesado,músicos muito feios.Se você estiver procurando algum tipo de frescura é melhor passar longe,não vai achar aqui.

O álbum começa com um dos maiores hinos do Heavy Metal,a faixa Metal on Metal que tem um riff de guitarra que deveria ser protegido pelo patrimônio histórico,e já emenda na paulada Mothra.Nem a baladona Stop Me,que vem em seguida,cantada pelo guitarrista Dave Allison deixa a peteca cair.

Durante a instrumental March Of The Crabs é simplesmente impossível ficar com a cabeça imóvel,e essa sensação se segue até o encerramento apoteótico com a obra prima chamada 666,uma música que deveria ser ouvida por todos os bangers pelo menos uma vez por semana,só pra não esquecer como se faz a coisa.

Simplesmente não sei mais o que escrever,o jeito é ir escutar mais uma vez o grande Metal on Metal.


1982


Lips- Vocal e Guitarras

Dave Allison-Guitarras

Ian Dickson-Baixo

Robb Reiner-Bateria


1-Metal on Metal

2-Mothra

3-Stop Me

4-March of The Crabs

5-Jackhammer

6-Heat Sink

7-Tag Team

8-Scenery

9-Tease Me, Please Me

10-666

Exodus - Impact Is Imminent


Bem o Exodus é uma daquelas poucas bandas no mundo que nunca deram uma pisada de bola,mesmo mudando de formação todos os álbuns da banda são no mínimo muito bons,porém esse aqui por algum motivo é meio esquecido pelos fãs e também pela banda,mas o que temos aqui é um material de muita,muita qualidade.

Após o sucesso dos 3 primeiros álbuns o Exodus acabou tendo uma perda grande para esse play,a do baterista Tom Hunting,que durante as gravações de Impact Is Imminent acabou descobrindo um problema cardíaco que o afastou das gravações e palcos por um tempo,porém ele foi aqui muito bem substituído por John Tempesta que era Roadie do Anthrax na época.

Em termos de som,o álbum lembra muito bem a sonoridade do antecessor Fabulous Desaster,porém talvez mais rápido e pesado.Temos aqui grandes músicas como a faixa título,ou Changing of The Guard e Thrash Under Pressure que fecha o play em grande estilo,e que poderiam ser lembradas pela banda nos shows ao vivo.

Esse era o primeiro álbum do Exodus por uma grande gravadora a Capitol,o que acabou sendo um tiro no pé,já que a gravadora não gostou do peso excessivo do disco,e acabou deixando a banda na "geladeira",atrapalhando assim muito a divulgação dessa obra prima.

Não sei se esse play foi lançado no Brasil,infelizmente nunca vi uma versão nacional dele,mas bem que alguma gravadora poderia soltar a bolacha por aqui,já que é sem dúvida nenhuma um dos melhores álbuns de Thrash Metal da história.


21 Junho de 1990


Steve "Zetro" Souza-Vocal

Gary Holt-Guitarras

Rick Hunolt -Guitarras

Rob McKillop-Baixo

John Tempesta-Bateria


1-Intro / Impact Is Imminent

2-A.W.O.L.

3-The Lunatic Parade

4-Within the Walls of Chaos

5-Objection Overruled

6-Only Death Decides

7-Heads They Win (Tails You Lose)

8-Changing of the Guard

9-Thrash Under Pressure

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Motörhead - Another Perfect Day


Tá bom esse play tem até uma coisa triste,foi a primeiro do grande Motorhead a ser gravado sem as guitarras de Fast Eddie Clarke,e tudo bem isso faz uma grande diferença,mas sei lá a vida continua e temos que ver o lado bom das coisas,a banda está na ativa até hoje e NUNCA deu sequer uma pisada na bola,estive tentando lembrar uma única música ruim do Motorhead e não achei nenhumazinha,pelo menos não até agora,mas vamos voltar ao tópico.

Muita gente ainda se contorce quando ouve falar em Another Perfect Day,tudo bem ele não é dos trabalhos mais pesados da banda,mas aqui não tem porcaria não,muito pelo contrário,duvido você ouvir Shine,Rock It ou Back At the funny Farm sem abrir pelo menos um sorriso no rosto,sem balançar a cabeça,sem bater o pé no chão,é simplesmente impossível(se você curte o som da banda lógico)

Lemmy e compania tentaram colocar algumas coisas mais "melódicas" aqui como é o caso de One Track Mind ou Dancing On Your Grave(que inspirou o nome do Sepultura),e pra desespero dos radicais,acertaram a mão pois essas faixas são simplesmente maravilhosas,mesmo sem a velocidade máxima que caracterizava a banda até então.

A estréia de Brian Robertson nas guitarras também não deixa nada a desejar,já que ele conseguiu colocar sua personalidade no som da banda sem descaracterizar-la em momento algum,embora realmente não seja o grande Fast Eddie Clarke.

Vamos fazer o seguinte,deixa de frescura e se você curte a banda vai ouvir esse álbum,que não vai se arrepender,afinal de contas não inventaram nada no mundo melhor pra ouvir enquanto toma uma gelada,ou dá uns amassos na patroa(ou patrão sei lá,hehe)do que o Motorhead,ou inventaram????


4 De Junho de 1983


Lemmy Kilmister(GOD)-Baixo e vocal

Brian Robertson-Guitarra

Philthy"Animal" Taylor-Bateria


1-Back At The Funny Farm

2-Shine

3-Dancing On Your Grave

4-Rock It

5-One Track Mind

6-Another Perfect Day

7-Marching Off To War

8- I Got Mine

9-Tales Of Glory

10-Die You Bastard

AC/DC Flick of the Switch


Bem muitas vezes as bandas tem problemas durante a gravação de algum álbum,por isso talvez tentam fazer ele "desaparecer" é mais ou menos o caso aqui.Porra isso aqui é muito bom,difícil entender porque a banda não tocas as músicas dele nos shows mas tudo bem.

Phil Rudd gravou as todas as baterias em "Flick of the Switch" porém se desentendeu com o chefe do negócio,Malcolm Young e acabou saindo fora da banda após as gravações do mesmo,sendo substituído por Simon Wright,que chegou a tocar na banda do baixinho Dio.Só mesmo esse motivo pra explicar a não divulgação dessa obra prima.

O que temos aqui é um grande álbum de hard rock,a produção é bem crua lembrando muito os trabalhos dos anos 70(este foi lançado em 1983) do próprio AC/DC como Dirty Deeds Done Dirty Cheap ou Powerage,e a energia das músicas é impressionante,fica até difícil destacar uma,mas vale uma ouvida atenta na quase heavy Rising Power que abre o play,Landslide que lembra Nazareth em alguns momentos,ou na faixa título que tem mais um dos maravilhosos riffs que só Angus Young poderia criar.

A capa talvez pudesse ser um pouco melhorzinha,mas convenhamos o AC/DC não é a banda que tem as melhores capas do rock,no mais temos aqui tudo que os fãs gostam influência bluseira,safadesa nas letras e interpretações,malícia,bases geniais,riffs idem,músicas que não saem da cabeça... enfim nada de novo,mas quer saber?Assim que é bom!!!

Pra ligar no volume 10 e preparar a guitarra imaginária!


15 De Agosto de 1983


Angus Young-Guitarras

Malcolm Young-Guitarras

Brian Johnson-Vocais

Phil Rudd-Bateria

Cliff Williams-Baixo


1-Rising Power

2-This House Is on Fire


4-Landslide

5-Guns For Hire

6-Deep in the Hole

7-Bedlam in Belgium

8-Badlands

9-Brain Shake

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Stress-Stress


Puts se esse mundo fosse mais justo esse álbum teria vendido um milhão de cópias e todas as bandas do país diriam que sofreram influência dele,porém nem sempre as coisas tem o devido crédito,e esse disco merecia muito mais muito mais mesmo.Quem sabe algum dia teremos um ministro da cultura que reconheça isso,mas deixa pra lá vamos comentar o que se passa.

Talvez você deva estar pensando o porquê de tanto estardalhaço no parágrafo acima,vou explicar de uma forma clara,esse é o primeiro disco de Heavy Metal de uma banda brasileira,só isso já merece,muito,mas muito crédito mesmo.

Todo mundo que hoje tem uma banda aqui sabe como é foda compor,ensaiar,tocar,divulgar...isso porque estamos em 2008 agora imagina a situação em 1881 e ainda por cima em Belém do Pará no nosso tão lindo e esquecido norte do Brasil.Esses caras são heróis,acho que mereciam algum tipo de homenagem.

Vamos ao álbum,é lógico que não se podia esperar naquela época uma produção maravilhosa como temos hoje em dia,não existia sequer produtor que gravasse rock imagina um que soubesse lidar com o peso do metal!!!! De mala e cuia a banda saí de Belém até o Rio(isso renderia um bom livro) onde conseguiram um estúdio pra marcar história.

A abertura fica por conta da pesadíssima Sodoma e Gomorra,que muitos dizem até se tratar do primeiro som de Thrash Metal da história,e com certeza não devem estar enganados,é uma faixa daquelas que não deixa pedra sobre pedra.

O disco inteiro segue por essa linha pesada com músicas que são verdadeiros hinos metálicos como Stressencefalodrama,A Chacina(que a princípio teve a letra censurada e se chamaria Curra)O Lixo,cantada pelo batera André Chamon(outra com letra censurada) e Oráculo De Judas,que inclusive chegou a ser executada na época pela saudosa Rádio Fluminense do Rio(a Maldita).

Esse é um daqueles discos que todo Banger brasileiro deveria ter,ou pelo menos ouvir uma vez na vida,é religioso como uma visita a Meca pelos muçulmanos,uma visita a Roma pelos católicos ou assistir ao jogo do seu time do coração no estádio.

Aliás queria também parabenizar a gravadora Dies Irae que relançou esse clássico á alguns anos atrás em cd e vinil,com uma produção e encarte muito caprichados,item de primeira(hehehe não ganhei nada pra falar bem não viu.)

Vou até escutar ele mais uma vez agora mesmo.


Rosevelt Bala- Baixo e vocal

Pedro Lobão- Guitarra

André Chamon- Bateria

Leonardo Renda- Teclados


1 Sodoma e Gomorra

2 A Chacina

3 2031

4 Oráculo do Judas

5 Stressencefalodrama

6 O Viciado

7 Mate o Réu

8 O Lixo